quarta-feira, 8 de maio de 2013

Assis do Couto leva prefeituras paranaenses para Brasília

Assis do Couto leva prefeituras paranaenses para Brasília
 
Desde o início desta semana, representantes de 22 municípios paranaenses estão em Brasília para várias agendas na Esplanada dos Ministérios. A visita, promovida pelo deputado federal Assis do Couto (PT-PR), tem como objetivo facilitar o acesso dos pequenos municípios a informações técnicas de programas do governo federal. “Esse contato é primordial para o desenvolvimento e fortalecimento das administrações municipais. Quem tiver preparado, fizer planejamento, certamente, terá acesso aos recursos federais”, pontua o parlamentar.
As reuniões foram definidas de acordo com as principais demandas das prefeituras. Ontem, prefeitos, vices e secretários municipais cumpriram agenda nos ministérios da Pesca, da Saúde e da Educação. “Está sendo excelente conhecer pessoalmente a estrutura dos ministérios, os técnicos e ouvir explicações específicas em relação às nossas demandas”, avaliou o secretário Municipal de Educação de Francisco Beltrão, Viro de Graauw.
Segundo ele, na área de educação, o maior gargalo do município está relacionado à dificuldade de encontrar terrenos para construção de creches que se enquadrem aos critérios estabelecidos pelo MEC. “Vimos que há a possibilidade de no próximo ano termos projetos do próprio ministério para verticalizar as escolas. O que facilitará para nós que não contamos com terrenos planos e grandes”, conta.
O prefeito de Irati, município no centro-sul do Paraná, Odilon Rogério Burgath, afirmou que uma das maiores dificuldades das novas prefeituras é a descontinuidade da administração. “Com essas visitas em Brasília foi possível identificar a necessidade de adequar as informações repassadas aos ministérios pela administração anterior e tentar superar esses problemas, que atrapalham o acesso aos programas do governo federal. Só temos que agradecer ao deputado Assis por essa oportunidade”.
Na segunda, a comitiva participou de reuniões com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e com o presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Carlos Dias de Freitas.
Entrevista do ministro Paulo Bernardo a correspondentes estrangeiros
 
Paulo Bernardo disse em entrevista a correspondentes estrangeiros que o processo de digitalização da televisão no Brasil prossegue tanto nas grandes redes transmissoras quanto nas pequenas estações do interior.
Esclareceu que cerca de 50% dos brasileiros já dispõem de conversor para TV digital e afirmou que a ideia é flexibilizar o prazo de junho de 2016 para o desligamento do sinal analógico. Segundo Bernardo, a proposta é antecipar nas grandes cidades o desligamento para 2015 e para as cidades menores aumentar o prazo para 2018.
O Ministro destacou que no setor de telecomunicações a grande preocupação é com a qualidade do serviço. "Tivemos um crescimento explosivo nos últimos anos" e destacou que desde a entrada em operação do 3G em 2008, o Brasil tem hoje em torno de 70 milhões de usuários entre celulares e modems. "O 3G cresceu mais de 100% entre 2011 e 2012 no Brasil e segundo a GSMA - associação mundial de telefonia móvel, nós vamos saltar desses 70 milhões de dispositivos que temos agora, para 130 milhões no final de 2014".
Bernardo destacou ainda as conexões máquina a máquina que crescem rapidamente no país e afirmou que o governo estuda medidas de redução de taxas de fiscalização para tornar mais barata a taxa desse serviço. "Estamos prevendo um grande crescimento nas conexões máquina a máquina com grande incentivo para telemedicina e outros serviços".
TECNOLOGIA 4G
O Ministro falou aos jornalistas sobre o lançamento da tecnologia 4G que começou a operar oficialmente nas seis cidades sede da Copa das Confederações no dia 30 de abril. Destacou que vinculada ao serviço de quarta geração de internet, as operadoras receberam a obrigação de investir na implantação da internet rural que deve começar a operar no ano que vem. "Temos esse período maior, este ano inteiro de "feriado" digamos assim, para as empresas terem tempo para desenvolver tecnologia de 4 geração LTE para a frequência de 450Mhz, o nosso grande objetivo é popularizar o máximo a internet na área rural com qualidade, esse é o grande desafio", disse Bernardo.
COPA DO MUNDO
Bernardo esclareceu aos correspondentes que a Telebrás ficou encarregada de fazer uma parte dos trabalhos relativos a Copa do Mundo e já instalou um "anel metropolitano" de fibra óptica em todas as cidades da Copa das Confederações que dará o suporte pra geração das imagens da FIFA. "Todas as imagens vão ser feitas em cima da infraestrutura montada pela Telebrás e está em fase final instalação de transmissão e recepção para celular 2G, 3G e 4G dentro dos estádios também".
MASSIFICAÇÃO DA INTERNET
Respondendo a uma pergunta sobre controle de preços de serviços de pacotes de internet, o ministro afirmou que os preços da internet no Brasil "não são regulados pelo governo, não temos política de controle de preço".
Acrescentou que o governo fez um movimento "grande e importante" em 2011 : a negociação de universalização de telefonia com as empresas concessionárias com a troca de metas a serem cumpridas como colocar orelhões, "coisas que já não faziam mais nenhum sentido" pelo compromisso de vender a internet com preço mais popular.
Segundo Bernardo, foi fixado em 35 reais o valor máximo a ser cobrado para uma velocidade mínima de 1 megabit/s. O ministro disse que este foi um "movimento importante já que em 2011 o preço médio girava em torno de 70 reais". Fez a ressalva de que em estados como São Paulo ou Paraná por exemplo, o valor era menor por ter infraestrutura, mas no interior do Brasil ou cidades no Norte ainda se paga entre 300 e 350 reais por conexões de menos de um megabit/s.
Então, a internet popular e os demais investimentos e medidas do Programa Nacional de Banda Larga, como as desonerações para modems, tablets e smartphones e para construção de modernização de redes de fibra óptica foram importantes para o crescimento do acesso e redução de preços. Segundo Bernardo, a União Internacional de Telecomunicações divulgou levantamento mostrando que de 2010 a 2011 os preços de telecomunicações no Brasil diminuíram 46% "Houve, de fato, uma queda específica e isso é responsável pelo crescimento do setor".

Prefeito Luizão: “A Isenção do ICMS é importante, mas ainda precisamos do subsídio”

Prefeito Luizão: “A Isenção do ICMS é importante, mas ainda precisamos do subsídio”
Departamento de Comunicação Prefeitura de Pinhais
Na manhã desta segunda-feira, dia 6 de maio, o governador Beto Richa sancionou o projeto de Lei que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS o óleo diesel usado no transporte coletivo dos 13 municípios que fazem parte da Rede Integrada de Transporte da Região Metropolitana de Curitiba e também de mais sete cidades de outras regiões do Estado, com população acima de 140 mil habitantes. “Reconhecemos que é uma importante atitude, no entanto, essa isenção não substitui o subsídio, pela diferença de valores, porque segundo informações da URBS, a isenção representa entorno de R$ 1 milhão por mês, sendo assim temos aí uma diferença em torno de 50 milhões por ano para garantir o sistema integrado com a atual tarifa”, ressalta o prefeito de Pinhais e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba – Assomec, Luizão Goulart.
Vale ressaltar a atitude do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, que autorizou a utilização de parte da arrecadação do ISS sobre o transporte coletivo para manter o subsídio em Curitiba e Região Metropolitana, por pelo menos mais um mês. “Isso nos dá um fôlego para que as negociações possam continuar, já que o convênio termina nesta terça-feira, dia 7 de maio”, completou.
Luizão também chama atenção para que seja estabelecida uma solução definitiva e ágil no que se refere ao transporte coletivo na Região Metropolitana. “Esperamos que durante este mês as negociações avancem para superarmos esse impasse. Infelizmente, só a isenção de ICMS sobre o óleo diesel não resultará na redução ou pelo menos manutenção do valor atual da tarifa”, concluiu.
Em entrevista, Gleisi Hoffmann fala sobre internações involuntárias e comunidades terapêuticas
 
No Palácio do Planalto, o comando das negociações sobre o projeto de lei que prevê internações involuntárias de dependentes de drogas foi assumido pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Também é papel da ministra cobrar dos Ministérios da Justiça e da Saúde a liberação de R$ 230 milhões para comunidades terapêuticas, entidades de cunho religioso que ganham força no projeto de lei prestes a ser votado no plenário da Câmara – a previsão é de votação na próxima quarta, 8. Em entrevista ao Globo, Gleisi disse que o governo como um todo é favorável à internação involuntária e que a sociedade cobra estrutura para esse tipo de atendimento. “Não podemos nos apegar a polêmicas que não estão embasadas na realidade”, diz a ministra. Ela defendeu as comunidades terapêuticas – inclusive o viés religioso empregado na terapia – e disse ser contrária à descriminalização do uso de drogas. “Pode ser uma solução simplista.” A seguir, os principais trechos da entrevista:
O cerne do projeto de lei a ser votado na Câmara é a internação involuntária. Na mesa de negociações, o governo concordou. A presidente Dilma Rousseff e a senhora são favoráveis?
Já existe previsão legal de modalidades de internação, na Lei Antimanicomial, de 2001. O governo acata a lei e tem de dar condições para que seja cumprida. O relator da matéria (deputado Givaldo Carimbão, do PSB de Alagoas) quis que essas modalidades de internação também ficassem claras no projeto que trata dos usuários de drogas. Como repete a lei, não temos objeção. Na Lei Antimanicomial, qualquer um pode encaminhar a pessoa ao médico e solicitar a internação involuntária. Na proposta do relator, seria a família ou qualquer servidor público. Pedimos que permanecesse clara a possibilidade da família e que qualificássemos o servidor público responsável por encaminhamentos, que fosse um servidor com atuação em saúde ou assistência social, para não possibilitar que servidores da área de segurança pudessem fazer isso e caracterizar uma repressão. Temos muito cuidado com isso. O relator concordou e achamos que esse texto cumpre o seu objetivo. A pessoa pode procurar sozinha um atendimento, ou a família, sempre sob avaliação médica. O médico dá o laudo final.
A internação involuntária desperta bastante crítica, dentro do próprio governo. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) manifestou em nota técnica preocupação com internações indiscriminadas, mesma crítica de técnicos do Ministério da Saúde.
Essa construção foi resultado da participação de todos os órgãos de governo. Estiveram aqui o secretário nacional de Saúde, o ministro (da Saúde, Alexandre) Padilha, o ministro (da Justiça) José Eduardo (Cardozo), a Senad. Em nenhum momento, na mesa de discussão, esse assunto foi levantado. Todos concordaram com a visão de ser a família, um representante da saúde, da assistência social (a pedir a internação) e inclusive disseram que isso representa um avanço em relação à Lei Antimanicomial. Não podemos nos apegar a polêmicas que não estão embasadas na realidade. Hoje temos dificuldade de fazer um tratamento para um usuário de drogas. O que a sociedade tem reivindicado é exatamente que a gente tenha uma estrutura para poder dispor esse tratamento. Falar de internações indiscriminadas não tem aderência na realidade.
Outro ponto polêmico é a destinação de dinheiro público para as comunidades terapêuticas. São R$ 130 milhões pela Senad e R$ 100 milhões pelo Ministério da Saúde. A senhora acha que os editais devem ser modificados para o dinheiro ser liberado mais rapidamente?
A Senad trouxe para a mesa de discussões a importância de parcerias com as comunidades. Elas fazem um trabalho que o Estado não consegue fazer, de acolhimento, de atendimento às famílias. O governo entendeu que era importante, eu também pessoalmente considerei importante. Nunca pretendemos, enquanto Estado, enquanto governo, ser donos da verdade sobre esse assunto. Quando iniciamos o projeto, já conhecíamos as polêmicas, os debates, mas apostamos que tínhamos mais convergência do que discórdia. A grande convergência é que estamos diante de um assunto que amedronta a sociedade brasileira, traz desgraça a muitas famílias e pessoas. Tudo é importante nessa luta e por isso consideramos a participação das comunidades terapêuticas. Comunidades que nunca foram vistas por nós como equipamentos de saúde podem ter uma ação por meio de projetos.
Existe uma diferenciação das comunidades mais clínicas e das que fazem apenas acolhimento?
Exatamente. A partir daí vimos a dificuldade da Saúde em encaminhar uma ação com essas comunidades de acolhimento, que são importantes no processo. Depois do tratamento intensivo de saúde, elas têm o objetivo de fazer a reinserção social e não se confundem com internação ou tratamento. O papel das comunidades é apoiar o usuário a se ver livre das drogas. É uma ajuda. O acolhimento será sempre voluntário. O usuário define sua permanência.
A senhora entende que o viés religioso das entidades não é um problema? Seria um recurso a mais na terapia?
Nem todas as comunidades são religiosas e muitas professam fés diferenciadas. Há comunidades ligadas à Igreja Católica, a igrejas evangélicas, espíritas. Ser religiosa não pode ser visto como um impeditivo. Vivemos num país religioso, a grande maioria da população professa uma fé. OEstado é laico, não pode optar por nenhuma fé, mas isso não significa que ele tenha de desrespeitar a opção das pessoas. Temos de respeitar: se a pessoa foi de forma voluntária a uma comunidade e acha que está fazendo bem a ela, se essa comunidade está seguindo as regras do edital, não cabe ao Estado fazer tutela.
A falta de estrutura dessas comunidades vem impedindo a liberação de dinheiro público.
Isso é muito novo, nunca houve essa relação com as comunidades. Elas nunca se prepararam para ter uma ação com o Estado brasileiro, muitas ainda não estão estruturadas. Vai ter um tempo, mesmo, e vão perdurar as que têm interesse e que vão se ajustar. Vamos orientar, mas vamos ser muito rigorosos na cobrança. Os problemas com ONGs em vários ministérios levaram a uma série de medidas.
Isso atrapalhou a liberação do dinheiro para as comunidades?
Não atrapalhou. Não faremos nenhum convênio se não for objeto de um edital público de seleção. Deve haver pelo menos três anos de atividades. Os contratos de repasses devem ser com entidades sem fins lucrativos, assinados por um ministro de Estado. Os pagamentos são por ordem bancária, não há nenhum pagamento que não fique registrado. A (Controladoria Geral da União) CGU acompanha de perto. Há ainda outros requisitos: segurança sanitária estabelecida pela Anvisa, comunicação formal de cada acolhimento, articulação com o sistema SUS, impossibilidade de ações de contenção física ou isolamento, acesso à comunicação com a família, vistorias por conselhos municipais. É um processo mais demorado. Quando começarmos a termos os convênios haverá a prestação de um serviço de qualidade às pessoas.
O edital do Ministério da Saúde, ao prever equipes médicas nas comunidades terapêuticas, perdeu o sentido?
Continua valendo, tanto que estão soltando outro edital. Há clínicas particulares que podem atender, que são equipadas e que e não estão na rede. Com os equipamentos de saúde, o regramento é muito mais severo. Essas entidades fazem tratamento de saúde, é diferente.
Na Cúpula das Américas na Colômbia, em 2012, a presidente Dilma se comprometeu com a discussão de cenários da legislação de drogas. A senhora é favorável ou contrária à descriminalização do uso de drogas?
Sou contrária à descriminalização das drogas. Às vezes pode parecer dar resultado, se formos analisar em relação ao tráfico. Já vi muitos argumentos dizendo que enfraqueceria o tráfico. Mas necessariamente não enfraquece o impacto na vida das pessoas. Legalizar uma droga não quer dizer que minora o problema. Pode ser uma solução simplista. Hoje, uma das drogas mais motivadoras de violência no trânsito, em casa, contra as mulheres e crianças é o álcool. Temos de fazer campanhas periódicas falando do problema do álcool no trânsito.
Mas o álcool é uma droga legalizada. O que mais se discute em relação a drogas como a maconha é descriminalizar o uso e continuar a penalizar a venda, o tráfico.
A nossa legislação já prevê a diferenciação. O ministro José Eduardo Cardozo recebeu os autores do projeto e foi bastante firme em dizer a proposição do governo. Não aceitamos elevar a pena. Temos de ter foco no traficante.
A ideia de aumentar apenas a punição dos grandes traficantes, como propõe o Ministério da Justiça, é o que o governo defende?
Essa é a posição do governo.
A senhora é contrária à descriminalização, mas o governo continua a discutir esse cenário no Conselho Nacional sobre Drogas (Conad)?
Isso está no âmbito do Ministério da Justiça.
O acordo para as mudanças no projeto de lei a ser votado na Câmara já está bem amarrado?
Fizemos um esforço muito grande para discutir o projeto e dar uma resposta à sociedade. O Congresso Nacional e o governo têm essa preocupação. Cada um tem as suas convicções e olha o problema de uma maneira. Não é um tema fácil, mas não é porque é polêmico e difícil que vamos deixar de enfrentar, de fazer um programa que atenda o que a população requer hoje de nós. Fizemos um grande esforço de consertação desse projeto. O relator cedeu, o governo também avaliou alguns pontos, colocou na mesa. Pode ser que nem tudo esteja de acordo, mas acredito que os grandes temas vão ser acordados.
A presidente pode vetar algum ponto?
A possibilidade de veto é uma prerrogativa constitucional da presidenta, sempre pode. Mas sobre o projeto é prematuro falar o que vai ser o resultado final da votação. Aquilo que nós acordarmos, com certeza, não será vetado.

PT de Cascavel realiza atividade em comemoração ao Dia do Trabalhador e coleta assinaturas pela Reforma Política

PT de Cascavel realiza atividade em comemoração ao Dia do Trabalhador e coleta assinaturas pela Reforma Política


 


O diretório municipal do PT de Cascavel realizou no último sábado (5) uma atividade em comemoração ao Dia do Trabalhador. O partido contou com a presença de militantes, representantes de partidos políticos, sindicalistas e lideranças do MST e MLST.

No encontro o presidente do PT de Cascavel, Nestor Dalmina, destacou a importância das políticas públicas desenvolvidas pelo Governo Federal e as conquistas da classe trabalhadora nos 10 anos do PT no governo.

Na ocasião também houve uma conversa a respeito da campanha para a Reforma Política, foram coletadas mais de 200 assinaturas em apoio ao projeto que prevê financiamento público exclusivo de campanha, voto em lista, aumento da participação feminina e convocação de Assembleia Constituinte.